12 INGREDIENTES DO VERDADEIRO AMOR



12 INGREDIENTES DO VERDADEIRO AMOR
Romanos 12.9-16


O amor deve reger nossos relacionamentos. O amor é o sistema circulatório do corpo espiritual, permitindo que todos os membros funcionem de maneira saudável e harmoniosa.
1.Sinceridade. "O amor seja sem hipocrisia" (12.9a). A palavra grega anypokritos, "sem hipocrisia", é muito interessante. Hypokrites era o ator que participava de um drama. No entanto, a igreja não pode transformar-se num palco. Afinal, o amor não é teatro; ele faz parte da vida real. 

2. Discernimento. "Detestai o mal, apegando-vos ao bem" (12.9b). O cristão deve amar e odiar com a mesma intensidade. Deve apegar-se ao bem e abominar o mal com todas as forças da sua alma. Precisa sentir aversão e repugnância pelo mal. Não pode ser uma pessoa amorfa, insípida, que fica sempre em cima do muro, sem se posicionar. 

3. Afeição. "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal" (12.10a). Paulo usa neste versículo duas palavras gregas distintas para amor: philadelphia e philostorgos. A primeira descreve o amor fraternal, ou seja, o amor de irmãos e irmãs uns pelos outros. A segunda Vidas transformadas, relacionamentos transformados descreve a afeição natural que sentimos pelos nossos familiares, tipicamente o amor dos pais pelos filhos. Ambas as palavras eram aplicadas a relações de sangue dentro da família humana. Devemos amar nossos irmãos em Cristo como amamos os membros da nossa família de sangue. 

4. Honra. "[...] preferindo-vos em honra uns aos outros" (12.10b). O amor na família cristã deve expressar-se em honra mútua, assim como em afeição mútua. 

5. Entusiasmo. "No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor" (12.11). A apatia não combina com a vida cristã. O crente precisa ser um indivíduo em chamas para Deus. Precisa arder de zelo pelas coisas de Deus. E alguém que serve a Deus com fervor. Aqueles que são mornos provocam náuseas em Jesus e, à semelhança da igreja de Laodiceia, estão prestes a ser vomitados pelo Senhor. 

6. Paciência. "Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes" (12.12). O crente cruza os vales da vida com os olhos cravados na esperança da gloriosa volta de Cristo. Ele se alimenta de uma viva esperança, enquanto pacientemente enfrenta as tribulações com uma vida de oração perseverante. William Hendriksen diz que a esperança da salvação futura estimula a alegria presente. 

7. Generosidade. "Compartilhai as necessidades dos santos" (12.13a). O verbo grego koinoneo, "compartilhar", pode significar tanto participar das necessidades e dos sofrimentos dos outros, como repartir os nossos recursos com eles.

8. Hospitalidade. "[...] praticai a hospitalidade" (12.13b). Se com os necessitados precisamos ser generosos, com os visitantes devemos ser hospitaleiros. E preciso haver um equilíbrio entre philadelphia (amor pelos irmãos e irmãs) e philoxenia (amor pelos estranhos).

9. Boa vontade. "Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis" (12.14). O cristão deve desejar o bem até mesmo para aqueles que lhe desejam o mal. 

10. Simpatia. "Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram" (12.15). O amor nunca se mantém longe das alegrias e das dores dos outros. Assim como o gozo dividido é dobrado, também a tristeza dividida é reduzida à metade. Citando Crisóstomo, Geoffrey Wilson alerta para o fato de que é mais fácil chorar com os que choram que se alegrar com os que se alegram; porque a própria natureza estimula o primeiro, mas a inveja bloqueia o segundo. 

11. Harmonia. "Tende o mesmo sentimento uns para com os outros" (12.16a). Os cristãos devem viver em concordância uns com os outros. Devem ser unânimes entre si, nutrir os mais nobres sentimentos e praticar as mais excelentes atitudes entre si. 

12. Humildade. "[...] em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos" (12.16b). Entre os cristãos não há espaço para o esnobismo. O amor coloca o outro na frente do eu.

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